Em que podemos ajudar?

  A lógica do problema: aceitá-lo!

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  por: Ari B. Pereira.
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Eu estava lendo alguns assuntos similares e resolvi escrever para alguns amigos na esperança de poder ajudá-los nas suas adversidades cotidianas com base na minha pouca experiência pregressa.

Lê ali, tira delá, copy & paste dacolá e saiu esse artigo que não tem a pretensão de conseguir resolver seus problemas. Sim, cada vez que você resolve efetivamente um problema, sua capacidade multiplica-se e você torna-se naturalmente um bom "resolvedor" de problemas alheios similares.

Já percebeu isso? O problema dos outros é sempre muito mais fácil de ser resolvido? Sabe porque? Por que você já tem em seu íntimo as fontes geradoras que lhe auxiliarão a resolver de forma natural a adversidade que se apresenta. Se você não consegue resolver um problema (seu) é simples: você ainda não adquiriu as fontes internas necessárias para não mais passar por isso.

Logo, o problema persiste em se apresentar de tempos em tempos, a todo momento, diariamente ou a toda hora. Essa perseverança do problema é a última instância que o universo tem para ensiná-lo: pela adversidade.

Antes de um problema apresentar-se na sua forma mais contumaz ele apresenta-se de forma comedida três vezes, preste atenção que começará a ver isso... Reflita: o problema que atualmente lhe incomoda já não apresentou-se para você de outras formas no passado, mas de formas mais sutis? O que você fez? Fugiu dele? Curiosamente ele não voltou a carga novamente de forma mais incisiva? E novamente, novamente e novamente cada vez mais forte e obstinado?

Isso é o que chamo de negativo-coletivo-consciente. Nome chique para uma consciência (por falta de palavra melhor), que persiste em incomodá-lo justamente naquilo que você mais preza: sua zona de conforto.

Existe um ditado que diz “Um problema aceito já está 50% resolvido”. Pois bem, eis aí o primeiro passo para a boa resolução de problemas, defini-lo e aceitá-lo.

Os cinco pontos principais quando pretendemos resolver um problema

  • Captação da necessidade apontada pelo problema;

  • Brainstorm (tempestade de idéias);

  • Fechamento de uma idéia que acomode a resolução do problema;

  • Coleta e organização dos recursos disponíveis para sanar o problema; e

  • Enfrentar o problema!

Acredito que muitos de nós (se não todos,) já batemos de frente com aquela situação em que olhamos e simplesmente pensamos: “Por onde é que vou começar?”. A mesa cheia de papéis, idéias jogadas dentro de uma pasta ‘Problemas’ e a cabeça dando voltas e voltas tentando achar um ponto de partida.

Suas ferramentas para resolução de problemas

A maioria das pessoas de forma obstinada e em desespero enfrentam seus problemas aguardando que o universo (Deus?) o salvará nesse momento. Não tenha dúvidas, o universo não o salvará. Como diz um grande autor: o universo conspira a seu favor. Porque? Por que você tem suficientes instrumentos para enfrentar problemas, porque não usou?

Essas ferramentas, são: senioridade, capacidade, reflexão, auto-estima, entre muitos outros que lhe são concedidos na medida exata de seus problemas. Mas a maioria prefere socorrer-se com alguém e aí vale outra Lei Cósmica: "ninguém poderá resolver um problema que não é seu".

Assim, o máximo que seu semelhante poderá fazer por você é apoiá-lo nas vertentes subjetivas, porém fundamentais: companheirismo, afeto, compreensão, orações, etc. Mas caberá a você as atividades concretas: seleção, entendimento, organização e principalmente coragem consciente.

O lápis e o papel

Com a chegada do computador, o homem perdeu o costume de usar o lápis e o papel, acreditando que é possível resolver tudo pelo computador. Em verdade quando estamos tentando resolver um problema em frente ao computador, não muito raro, somos surpreendidos por janelas que piscam desesperadamente procurando chamar nossa atenção, seja para uma conversa, seja para nos alertar de algum "novo" problema. Então, uma dica é deixar de lado o computador.

Para definir claramente a necessidade do problema

Questione todos os aspectos que envolvem o problema e procure entender onde ele realmente quer chegar (todo problema é ambicioso por definição), porque quer ser resolvido (problemas geralmente omitem oportunidades), como fazê-lo (problemas não tem paciência) e o que ele pretende (problemas tem segundas intenções).

A partir destes aspectos, pode-se então ir mais a fundo e alcançar a essência do problema.
Não basta "enxergar" o problema como todo mundo diz, para resolve-lo é preciso 'pensar' como ele, e este é um dos grandes desafios nos processos de resolução.

Uma vez que o problema e as necessidades foram encontrados, podemos então passar para o passo seguinte.

O brainstorm (tempestade de idéias)

Este é o passo em que realmente começa o processo de resolução. Novamente a dica é deixar de lado o computador e continuar com o lápis e o papel em mãos. Anote tudo o que vier em sua cabeça, da idéia mais louca a mais simples, da solução mais genial a que se julgue mais boba. Este processo de 'materializar' as idéias ajuda o cérebro a descongestionar, permitindo assim que não haja um bloqueio de idéias.

Aproveite este momento para "viajar na maionese", ir longe nas idéias, mesmo que a necessidade e os recursos não permitam isso. Nesta fase, mais vale subtrair alguns elementos que se julguem menos úteis do que ter de adicionar elementos em uma idéia posteriormente que já estava definida e assim, correr o risco de perder a essência da resolução inicial.

Após a definição do caminho a ser seguido, podemos dizer que já estamos com 75% do problema resolvido. Consciente do que será necessário para resolver o problema, é hora de buscar os materiais e recursos organizando-os.

A organização é muito importante, pois reduz o tempo de resolução das coisas. Forma, recursos, tempo, disponibilidade, apoio, etc. Tudo menos novas idéias! Se tiver novas idéias volte a fase anterior: separe tudo no máximo de partes que consiga, afim de que quando necessário utilizá-las possam ser reagrupadas com facilidade. Não muito raro criamos uma pasta para o problema e nela colocamos tudo o que é relacionado, sem uma ordem definida. E quando precisamos buscar determinada informação em meio a tantas outras, perdemos um tempo, que, por menor que seja, é considerável.

Então, antes de colher os recursos, defina uma ordem para eles: "Possibilidades aqui, apoios ali e referências acolá...". Após todo este processo de brainstorm e organização, é hora de enfrentar o problema. Esta etapa é muito pessoal, pois vai de cada um utilizar uma abordagem que mais lhe agrade. Isto é muito importante para o problema ser bem resolvido.

Pode parecer óbvio, mas independente de que tamanho seja, um problema mal resolvido gera múltiplos problemas (sim, problemas são seres unicelulares com capacidade de reprodução).

Então paciência e dedicação são elementos fundamentais nesta hora. Aqui menos é mais: se não der para resolver todo o problema de forma definitiva, resolva bem uma parte, mas de forma satisfatória.

Lembre-se: todo problema tem solução. Se não tem solução matematicamente não é problema... ou, não é problema seu está bem.

Daí em diante é com você e sua capacidade de enfrentar problemas.
Não pense que não tenho problemas. Muito pelo contrário... Mas eles passaram a me incomodar menos depois que comecei a pensar dessa forma.

Alguns já foram até resolvidos, outros estão encaminhados e novos tem surgido(!).
 

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