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Eu estava lendo alguns assuntos similares e
resolvi escrever para alguns amigos na
esperança de poder ajudá-los nas suas
adversidades cotidianas com base na minha
pouca experiência pregressa.
Lê ali, tira delá, copy & paste dacolá e
saiu esse artigo que não tem a pretensão de
conseguir resolver seus problemas. Sim, cada
vez que você resolve efetivamente um
problema, sua capacidade multiplica-se e
você torna-se naturalmente um bom "resolvedor"
de problemas alheios similares.
Já percebeu isso? O problema dos outros é
sempre muito mais fácil de ser resolvido?
Sabe porque? Por que você já tem em seu
íntimo as fontes geradoras que lhe
auxiliarão a resolver de forma natural a
adversidade que se apresenta. Se você não
consegue resolver um problema (seu) é
simples: você ainda não adquiriu as fontes
internas necessárias para não mais passar
por isso.
Logo, o problema persiste em se apresentar
de tempos em tempos, a todo momento,
diariamente ou a toda hora. Essa
perseverança do problema é a última
instância que o universo tem para ensiná-lo:
pela adversidade.
Antes de um problema apresentar-se na sua
forma mais contumaz ele apresenta-se de
forma comedida três vezes, preste atenção
que começará a ver isso... Reflita: o
problema que atualmente lhe incomoda já não
apresentou-se para você de outras formas no
passado, mas de formas mais sutis? O que
você fez? Fugiu dele? Curiosamente ele não
voltou a carga novamente de forma mais
incisiva? E novamente, novamente e novamente
cada vez mais forte e obstinado?
Isso é o que chamo de
negativo-coletivo-consciente. Nome chique
para uma consciência (por falta de palavra
melhor), que persiste em incomodá-lo
justamente naquilo que você mais preza: sua
zona de conforto.
Existe um ditado que diz “Um problema aceito
já está 50% resolvido”. Pois bem, eis aí o
primeiro passo para a boa resolução de
problemas, defini-lo e aceitá-lo.
Os cinco pontos principais quando
pretendemos resolver um problema
-
Captação da necessidade apontada pelo
problema;
-
Brainstorm (tempestade de idéias);
-
Fechamento de uma idéia que acomode a
resolução do problema;
-
Coleta e organização dos recursos
disponíveis para sanar o problema; e
-
Enfrentar o problema!
Acredito que muitos de nós (se não todos,)
já batemos de frente com aquela situação em
que olhamos e simplesmente pensamos: “Por
onde é que vou começar?”. A mesa cheia de
papéis, idéias jogadas dentro de uma pasta
‘Problemas’ e a cabeça dando voltas e voltas
tentando achar um ponto de partida.
Suas ferramentas para resolução de problemas
A maioria das pessoas de forma obstinada e
em desespero enfrentam seus problemas
aguardando que o universo (Deus?) o salvará
nesse momento. Não tenha dúvidas, o universo
não o salvará. Como diz um grande autor: o
universo conspira a seu favor. Porque? Por
que você tem suficientes instrumentos para
enfrentar problemas, porque não usou?
Essas ferramentas, são: senioridade,
capacidade, reflexão, auto-estima, entre
muitos outros que lhe são concedidos na
medida exata de seus problemas. Mas a
maioria prefere socorrer-se com alguém e aí
vale outra Lei Cósmica: "ninguém poderá
resolver um problema que não é seu".
Assim, o máximo que seu semelhante poderá
fazer por você é apoiá-lo nas vertentes
subjetivas, porém fundamentais:
companheirismo, afeto, compreensão, orações,
etc. Mas caberá a você as atividades
concretas: seleção, entendimento,
organização e principalmente coragem
consciente.
O lápis e o papel
Com a chegada do computador, o homem perdeu
o costume de usar o lápis e o papel,
acreditando que é possível resolver tudo
pelo computador. Em verdade quando estamos
tentando resolver um problema em frente ao
computador, não muito raro, somos
surpreendidos por janelas que piscam
desesperadamente procurando chamar nossa
atenção, seja para uma conversa, seja para
nos alertar de algum "novo" problema. Então,
uma dica é deixar de lado o computador.
Para definir claramente a necessidade do
problema
Questione
todos os aspectos que envolvem o problema e
procure entender onde ele realmente quer
chegar (todo problema é ambicioso por
definição), porque quer ser resolvido (problemas
geralmente omitem oportunidades), como
fazê-lo (problemas não tem paciência)
e o que ele pretende (problemas tem
segundas intenções).
A partir destes aspectos, pode-se então ir
mais a fundo e alcançar a essência do
problema.
Não basta "enxergar" o problema como todo
mundo diz, para resolve-lo é preciso
'pensar' como ele, e este é um dos grandes
desafios nos processos de resolução.
Uma vez que o problema e as necessidades
foram encontrados, podemos então passar para
o passo seguinte.
O brainstorm (tempestade de idéias)
Este é o passo em que realmente começa o
processo de resolução. Novamente a dica é
deixar de lado o computador e continuar com
o lápis e o papel em mãos. Anote tudo o que
vier em sua cabeça, da idéia mais louca a
mais simples, da solução mais genial a que
se julgue mais boba. Este processo de
'materializar' as idéias ajuda o cérebro a
descongestionar, permitindo assim que não
haja um bloqueio de idéias.
Aproveite este momento para "viajar na
maionese", ir longe nas idéias, mesmo que a
necessidade e os recursos não permitam isso.
Nesta fase, mais vale subtrair alguns
elementos que se julguem menos úteis do que
ter de adicionar elementos em uma idéia
posteriormente que já estava definida e
assim, correr o risco de perder a essência
da resolução inicial.
Após a definição do caminho a ser seguido,
podemos dizer que já estamos com 75% do
problema resolvido. Consciente do que será
necessário para resolver o problema, é hora
de buscar os materiais e recursos
organizando-os.
A organização é muito importante, pois reduz
o tempo de resolução das coisas. Forma,
recursos, tempo, disponibilidade, apoio,
etc. Tudo menos novas idéias! Se tiver novas
idéias volte a fase anterior: separe tudo no
máximo de partes que consiga, afim de que
quando necessário utilizá-las possam ser
reagrupadas com facilidade. Não muito raro
criamos uma pasta para o problema e nela
colocamos tudo o que é relacionado, sem uma
ordem definida. E quando precisamos buscar
determinada informação em meio a tantas
outras, perdemos um tempo, que, por menor
que seja, é considerável.
Então, antes de colher os recursos, defina
uma ordem para eles: "Possibilidades aqui,
apoios ali e referências acolá...". Após
todo este processo de brainstorm e
organização, é hora de enfrentar o problema.
Esta etapa é muito pessoal, pois vai de cada
um utilizar uma abordagem que mais lhe
agrade. Isto é muito importante para o
problema ser bem resolvido.
Pode parecer óbvio, mas independente de que
tamanho seja, um problema mal resolvido gera
múltiplos problemas (sim, problemas são
seres unicelulares com capacidade de
reprodução).
Então paciência e dedicação são elementos
fundamentais nesta hora. Aqui menos é mais:
se não der para resolver todo o problema de
forma definitiva, resolva bem uma parte, mas
de forma satisfatória.
Lembre-se: todo problema tem solução. Se não
tem solução matematicamente não é
problema... ou, não é problema seu está bem.
Daí em diante é com você e sua capacidade de
enfrentar problemas.
Não pense que não tenho problemas. Muito
pelo contrário... Mas eles passaram a me
incomodar menos depois que comecei a pensar
dessa forma.
Alguns já foram até resolvidos, outros estão
encaminhados e novos tem surgido(!).
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